Após libertarem dezenas de reféns, supostos guerrilheiros esquerdistas continuam mantendo cativos 27 colombianos contratados pela empresa americana de petróleo Occidental Petroleum, que explora o campo de Caño Limón, informou ontem a companhia. O sequestro maciço ocorreu segunda-feira, no momento em que a oposição dos moradores e dos paramilitares à criação de uma zona desmilitarizada no norte do país complicou ainda mais o processo de paz entre o governo e o rebelde Exército de Libertação Nacional (ELN) – o que levou autoridades a atribuírem ao grupo a autoria do crime. Homens armados interceptaram oito ônibus que transportavam uma centena de trabalhadores do campo de Caño Limón até Arauca, a cerca de 400 km da capital, Bogotá.
Embora um porta-voz da Occidental (OXY) em Bogotá tenha declarado que a companhia não recebeu nenhuma comunicação direta dos sequestradores, um homem que se autoproclamou membro do ELN – a segunda maior guerrilha do país – telefonou ontem para uma emissora de rádio atribuindo ao grupo a responsabilidade pela ocorrência.
Em seu comunicado em Bogotá, a Occidental considerou o episódio como parte de uma ‘‘onda terrorista’’ contra o campo de Caño Limón e o oleoduto que conduz sua produção até o litoral do Caribe para ser exportada. Só este ano, o oleoduto sofreu 60 ataques à bomba.
ChoqueO comandante-chefe do Exército colombiano, general Jorge Mora Rangel, não pretende pedir para ser tranferido para a reserva depois do enérgico apelo feito pelo presidente Andrés Pastrana à lealdade das Forças Armadas em relação à sua política de paz. Há duas semanas, Mora havia expressado sua oposição à troca de soldados e policiais sequestrados por guerrilheiros presos por ordem da Justiça. Em ambos os casos, trata-se de pessoas enfermas.

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