Guerrilha peruana pede a entrega de comida aos pobres
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sexta-feira, 14 de fevereiro de 1997
Reuter 
LIMA - O comando do Movimento Revolucionário Tupac Amaru (MRTA), que ocupa a residência japonesa há dois meses, mantendo 72 reféns, teria solicitado ao governo peruano a distribuição de milhões de dólares em alimentos nas áreas mais carentes do país como parte do acordo em busca de uma solução pacífica para a crise.
A proposta teria sido feita na terça-feira quando a comissão mediadora do governo, liderada pelo ministro da Educação, Domingo Palermo, reuniu-se com Rolly Rojas, El Arabe, o número dois no comando do MRTA, e substituiria o que os guerrilheiros chamam de imposto de guerra.
Detalhes de como seria feita a distribuição, à Robin Hood, começaram a ser discutidos ainda ontem à tarde, quando se iniciou, segundo a Cruz Vermelha, o segundo turno de negociações preliminares, previamente esperado apenas para este fim de semana, conforme comunicado oficial.
O anúncio da segunda rodada de negociações foi feito depois de um encontro de três horas, ontem à tarde, entre o presidente peruano Alberto Fujimori e vários membros do seu gabinete.
A primeira reunião estabeleceu um acordo de princípios como base para as futuras negociações. Além da comissão mediadora e do líder do MRTA participou também da reunião, como observador, o representante especial do governo japonês, Terusuke Terada.


