Terça-feira, pouco depois das 20h30 minutos, um comando do Movimento Revolucionário Túpac Amaru (MRTA) ocupou a residência do embaixador do Japão, em Lima, durante festa que comemorava o aniversário do imperador Akihito. As primeiras 12 horas da espetacular invasão à residência tiveram explosões e tiroteio infernal, até a total calma que ontem de manhã era constatada no local, onde cerca de 500 pessoas continuavam sob o poder do MRTA. O grupo tomou de assalto a residência do embaixador japonês, Morihishi Aoki, de 58 anos, fazendo explodir bombas caseiras nas imediações da embaixada, onde ocorria uma reunião social. Logo depois, começou um tiroteio entre os terroristas e as forças de ordem do lado de fora da embaixada.
Pouco antes das 10 horas da noite, o ministro do Interior, general Juan Briones, assumiu pessoalmente, nos arredores do prédio, o comando da operação. Logo depois, o embaixador Aoki faz do interior do prédio uma declaração pública em uma entrevista concedida a uma emissora de rádio. Para mostrar boa vontade, os terroristas libertaram, em grupos, as mulheres que estavam como reféns, entre elas a mãe e a irmã do presidente Alberto Fujimori. Não se sabe se os sequestradores conheciam a identidade dela.
Às 22h30 um dos guerrilheiros informou, através de um telefonema transmitido por rádio e TV, o objetivo da invasão: ‘‘Ou libertam todos ou morreremos todos aqui. Não haverá rendição’’, disse o guerrilheiro, fazendo alusão a cerca de 400 guerrilheiros presos no Peru.
No começo da madrugada, o presidente Fujimori começou uma reunião urgente em seu gabinete ministerial. Logo depois, o Congresso iniciou uma sessão de emergência, cuja primeira decisão foi dar total apoio ao presidente Fujimori, em qualquer decisão que tome a respeito.
Pela manhã, havia calma ao redor do prédio. Mas vários quarteirões ao redor da residência estão isolados pelo polícia.
Os terroristas ameaçaram começar a matar os reféns, iniciando pelo ministro do Exterior do Peru caso suas exigências não fossem atendidas. Entretanto, não houve confirmação, até às 21 horas de ontem, de nenhuma execução. A polícia permitiu que um emissário da Cruz Vermelha levasse medicamentos ao local.

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