Guerrilha inicia retirada da Caxemira
Associated Press
De Islamabad
Depois de dois meses de conflito, militantes islâmicos paquistaneses começaram a deixar ontem as posições tomadas na parte indiana da disputada região da Caxemira e a retirada total deve ser completada em uma ou duas semanas, informaram funcionários do Paquistão.
A retirada teve início depois de um acordo concluído durante encontro, no posto fronteiriço de Wagah, a cerca de 30 quilômetros Lahore, entre os diretores-gerais de operações militares dos dois países - reunidos ontem pela primeira vez desde o início dos combates. O resultado foi anunciado à imprensa pelo militar paquistanês, brigadeiro Rashid Qureshi.
O anúncio coincidiu com uma pausa nos combates pelas tropas indianas, aparentemente para permitir que as guerrilhas deixem em segurança os pontos estratégicos himalaios capturados em maio.
O governo paquistanês havia apelado sexta-feira para que os guerrilheiros ajudassem a resolver o conflito. Durante um encontro dia 4 com o presidente norte-americano Bill Clinton, o primeiro-ministro paquistanês Nawaz Sharif prometeu tentar reverter a escalada crescente do conflito entre Nova Délhi e Islamabad, o pior dos últimos 30 anos.
Fontes indianas confirmaram ontem ter provas de que os combatentes muçulmanos infiltrados e seus aliados paquistaneses estariam deixando Kaksar e Mushkoh, na região de Kargil. Dando sequência à resposta positiva dos mujahedines ao nosso apelo para retirada em Kargil, os governos indiano e paquistanês estão mantendo contato para restaurar a Linha de Controle (LOC) do território, informou o chanceler paquistanês, Sartaj Aziz.
A Índia acusa o Paquistão de enviar centenas de soldados e guerrilheiros islâmicos para além da linha de cessar-fogo estabelecida em 1972 e que divide a Caxemira entre os dois países.
O governo paquistanês nega que seus soldados tenham cruzado a linha, bem como qualquer influência sobre os guerrilheiros - os indígenas caxemires mujahedines, ou guerreiros sagrados.
Ainda ontem, o Conselho Eleitoral indiano anunciou que as eleições legislativas no país deverão ser realizadas de forma escalonada, nos dias 4, 11, 17 e 24 de setembro.Acordo de separação é anunciado após uma crise de dois meses que ameaçou terminar em declaração de guerra aberta
France PresseEncontro positivoO militar Rashid Qureshi (dir.) anuncia a retirada ao lado do ministro do exterior Sartaj Aziz





