Apesar de ter negado qualquer participação no atentado, a guerrilha separatista tâmil continuava sendo até ontem a principal suspeita do assassinato do ministro de Relações Exteriores do Sri Lanka, Lakshman Kadirgamar, segundo investigadores.
O grupo separatista Tigres de Libertação do Tâmil Eelam (LTTE) negou ontem qualquer envolvimento no atentado, mas as autoridades continuam investigando a organização, que já ameaçou Kadirgamar, forte opositor dos rebeldes separatistas, em várias ocasiões.
O ministro de Relações Exteriores, de 73 anos, foi assassinado com sete tiros na noite desta sexta-feira, no atentado mais grave cometido no país desde a morte do presidente Ranasinghe Premadasa, em maio de 1993.
''Comovido e triste'', o secretário-geral das Nações Unidas, Kofi Annan, ''lamentou o gesto criminoso e insensato'' e disse ''confiar que isso não vai debilitar o compromisso da população do Sri Lanka com uma paz duradoura'', segundo seu porta-voz.
A presidente do Sri Lanka, Chandrika Kumaratunga, decretou o estado de alerta, por um período ''indefinido'', o que permitirá às forças de segurança deter suspeitos durante mais tempo, informou um porta-voz do governo.
A polícia procura dois suspeitos e fechou as estradas de acesso à capital, que era sobrevoada por helicópteros.

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