France Presse
De Bogotá
Grupos paramilitares de extrema-direita combatem desde segunda-feira guerrilheiros das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC) nos arredores da cidade de Tulua - 120 mil habitantes -, departamento del Valle, sudoeste de Colômbia, com número não determinado de vítimas.
Este confronto marca a primeira incursão de grupos de direita no departamento, uma rica região agrícola, onde o segundo grupo guerrilheiro em importância no país, o guevarista Exército de Libertação Nacional (ELN), mantém desde maio passado como reféns cerca de 39 fiéis que sequestrou numa igreja católica.
‘‘Sabemos dos combates, mas trata-se de um confronto entre duas forças irregulares e desconhecemos o número de vítimas’’ disse o governador do departamento, Juan Fernando Bonilla.
O conflito entre paramilitares e guerrilheiros começou segunda-feira quando as Autodefesas Unidas da Colômbia (AUC), o principal grupo paramilitar, realizou uma operação numa estrada perto da Cordilheira Central, nos Andes colombianos.
Posteriormente, os paramilitares enfrentaram guerrilheiros da sexta frente das FARC que opera na zona.
Um homem que se identificou como comandante Román das AUC disse a jornalistas dos meios regionais de imprensa que o grupo sob seu comando é formado por 150 homens, treinados na região de Urabá (noroeste), armados com fuzis AK-476 e metralhadoras M-60.
‘‘Estamos aqui porque muitas pessoas nos pediram que viéssemos porque estão cansadas das provocações da guerrilha’’, explicou.
As Autodefesas são acusadas por organismos humanitários e os governos de Bogotá e Washington de responsáveis pelas mais graves violações aos direitos humanos registradas na Colômbia em 1998.
Segundo um recente informe da Defensoria do Povo (Ombudsman) no primeiro semestre deste ano, os paramilitares realizaram 52 massacres em aldeias camponesas, nas quais justiçaram 328 pessoas acusando-as de colaborar com a guerrilha.

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