Soldados e policiais, auxiliados por helicópteros, continuavam nesta segunda-feira a busca por dezenas de pessoas sequestradas anteontem por guerrilheiros do Exército de Libertação Nacional (ELN) durante uma missa em uma igreja de Cali, Colômbia.
O general Jorge Mora, comandante do exército, disse na manhã de ontem que ainda não possui o número exato de pessoas mantidas nas mãos dos rebeldes. Por dados fornecidos por pessoas libertadas, ele estima que pelo menos 40 homens e 20 mulheres continuam detidos.
Cerca de trinta rebeldes armados trajando uniformes militares entraram anteontem no meio de uma missa dominical na igreja La María, em uma área exclusivamente residencial do sul de Cali. Alguns dos libertados garantem que os insurgentes entraram no templo rústico fazendo-se passar por membros do exército em operação para desativar uma bomba.
Após retirar os fiéis da igreja, os colocaram em dois caminhões e saíram da cidade rumo a uma região montanhosa ao sul de Cali. Em um local chamado La Estrella, dividiram os sequestrados e saíram com todos os homens em uma direção desconhecida, segundo relatos de reféns libertados.
Os rebeldes, perseguidos por forças de segurança até as montanhas próximas de Cali, cerca de 300 quilômetros ao sudoeste de Bogotá, abandonaram posteriormente dezenas de detidos. Até ontem à noite, o exército informava a libertação e resgate de 84 pessoas entre elas, cerca de 20 crianças e adolescentes.
‘‘Não entendo como (o ELN) fez tamanha estupidez. É um grande terror político’’, comentou Jaime Zuluoaga, professor do Instituto de Estudos Políticos da Universidade Nacional.
‘‘Era o único terror que faltava a eles, principalmente quando o ELN é o grupo insurgente que mais ênfase dá à tentativa de chegar a acordos humanitários. É de uma incoerência inacreditável’’, acrescentou o analista ao ser questionado pela Associated Press.

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