Associated Press
De Bogotá
Às vésperas de uma possível trégua de Natal e da virada do ano 2000, a guerrilha promove uma intensa ofensiva contra povoados, delegacias de polícia, bases militares e a infra- estrutura energética da Colômbia. Nas últimas 72 horas foram mortas cerca de cem pessoas, incluindo fuzileiros navais, policiais, soldados, guerrilheiros e civis em ataques das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc).
‘‘Registramos com dor esses atos vandálicos, mas a realidade é que estamos envolvidos numa guerra que tem de se resolvida pela negociação e diálogo político’’, disse o ministro do Interior, Néstor Humberto Martínez, segunda-feira à noite no Congresso, onde o governo obteve novos poderes para continuar negociando com a guerrilha.
Martínez acrescentou que enquanto se busca concretizar a paz, o exército colombiano combate ‘‘com profissionalismo para não continuar perdendo essa triste batalha’’.
O ministro pediu à guerrilha ‘‘gestos de paz que nos permitam continuar avançando em direção à reconciliação do país’’. É esperado que as Farc, anunciem uma trégua de Natal e Ano Novo a partir de segunda-feira.
‘‘Do jeito que vão as coisas, a trégua serviria apenas para recolher os mortos’’, disse o ex-chanceler Augusto Ocampo, membro da Comissão de Conciliação da Igreja Católica, condenando a estratégia da guerrilha de intensificar os ataques e depois decretar o cessar-fogo.

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