Guerra foi por petróleo, diz Greenspan
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segunda-feira, 17 de setembro de 2007
Folhapress 
São Paulo- Uma declaração de Alan Greenspan sobre as razões que levaram seu país a invadir o Iraque em 2003 reaqueceu um velho debate nos EUA: segundo o homem que por quase duas décadas comandou o banco central norte-americano (Fed), o motivo maior para o governo de George W. Bush ter se envolvido numa guerra que hoje não parece ter solução de médio prazo foi o petróleo.
Em seu livro ''A Era da Turbulência - Aventuras em um Novo Mundo'' (ed. Campus), lançado ontem, Greenspan, 81, diz se sentir entristecido pelo ''fato de ser politicamente inconveniente admitir o que todos sabem: a Guerra do Iraque foi principalmente sobre o petróleo''.
A afirmação ganha peso se lembrado que o ex-presidente do Fed é filiado ao Partido Republicano, de Bush, e sempre defendeu a invasão.
Ontem mesmo o secretário da Defesa dos EUA, Robert Gates, expressou parte da surpresa que o trecho teria causado à Casa Branca. Negando a acusação de que os EUA estavam interessados na reserva petrolífera do Iraque, a segunda maior conhecida no mundo, ele afirmou que o que motivou a guerra foi a manutenção da ''estabilidade no golfo Pérsico''.
Gates disse ainda que o conflito foi travado contra um regime ''que tentava desenvolver armas de destruição em massa'' -antiga alegação de Washington para a invasão e cuja veracidade nunca foi comprovada- e contra um ''ditador agressivo''.


