Guerra em Gaza influencia política de Israel
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sábado, 24 de janeiro de 2009
Folhapress 
Jerusalém, Israel - O governo de Israel passou os 22 dias da ofensiva na faixa de Gaza negando que a proximidade das eleições tenha tido algum peso na decisão de ordenar os ataques contra o Hamas. Mas, mesmo que a política não tenha motivado a guerra, pesquisas de opinião feitas depois do cessar-fogo mostram que a guerra influenciou a política.
A menos de três semanas da eleição que definirá o novo governo do país, no dia 10 de fevereiro, a guerra reforçou a guinada à direita dos últimos anos no cenário político israelense. Ao mesmo tempo, recolocou a segurança como o tema principal da campanha, antes dominada pela crise econômica.
Além de reduzir as diferenças ideológicas entre os discursos dos três principais candidatos ao cargo de primeiro-ministro, essa tendência fortaleceu a ultradireita, sobretudo o partido Israel Beitenu (Israel Nossa Casa). Seu polêmico líder, Avigdor Liberman, desponta como um dos destaques da votação.
De acordo com uma pesquisa divulgada pelo jornal Yediot Ahronot, o mais popular do país, o partido conservador Likud receberia o maior número de votos se os israelenses fossem hoje às urnas. Em segundo lugar ficaria o Kadima, da chanceler Tzipi Livni, e em terceiro o Trabalhista, do ministro da Defesa, Ehud Barak.
Quase metade dos entrevistados acha que os ataques deveriam ter continuado até a reocupação de Gaza. Na véspera da ofensiva, a grande maioria rejeitava essa possibilidade.


