O primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu garantiu ontem que Israel faz guerra contra os ‘‘terroristas’’ e não contra os palestinos, informou a presidência do Conselho. ‘‘Não declaramos guerra ao povo palestino, mas aos terroristas’’, disse Netanyahu durante a reunião semanal de gabinete em Jerusalém. O presidente da Autoridade Palestina, Yasser Arafat, havia classificado de ‘‘declaração de guerra’’ as medidas de represália adotadas por Israel após o duplo atentado da quarta-feira passada.
Bibi instou mais uma vez a Autoridade Palestina a ‘‘fazer guerra contra as organizações terroristas conforme os compromissos adotados nos acordos de autonomia’’, acrescentando que ‘‘o futuro destes acordos depende de Yasser Arafat: se não respeitar seus compromissos, Israel também não respeitará os seus’’.
O ministro israelense da Defesa, Yitzhak Mordekhai, anunciou que Israel está pressionando a Autoridade Palestina para que esta ataque as ‘‘infra-estruturas das organizações terroristas’’ nos territórios autônomos.
ProtestoMil adolescentes realizaram uma manifestação ontem na cidade cisjordaniana de Ramallah para protestar contra o bloqueio de Israel depois do atentado de quarta-feira. ‘‘Não à fome, não ao bloqueio’’, diziam as faixas mostradas pelos jovens, procedentes de uma colônia de férias perto de Ramallah, e que se queixavam de que as barreiras israelenses haviam impedido outros adolescentes de chegarem ao acampamento. ‘‘Denunciamos a fome e o cerco imposto ao nosso povo’’, disse uma manifestante.

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