Guerra é considerada bem possível em Israel
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quinta-feira, 03 de abril de 1997
France Presse 
JERUSALÉM - A maioria dos israelenses acredita que é possível uma nova guerra com o mundo árabe, se continuarem as dificuldades em torno do processo de paz, segundo uma pesquisa publicada ontem.
Cinquenta e nove por cento dos entrevistados estimam que existe uma grande possibilidade de conflito entre Israel e os árabes. Trinta e seis por cento acham o contrário e 15% não têm opinião formada.
Contudo, a maioria das pessoas entrevistadas (51%) concorda com a criação de um Estado palestino, se isto garantir a paz, enquanto 44% são contra e 5% não opinaram.
A pesquisa mensal, feita pela Universidade de Tel-Aviv no último dia 30 com base numa mostra representativa de 500 judeus, demonstra que o número de israelenses que acreditam no processo de paz é cada vez menor.
Apenas 48% estimam que o processo de paz será concluído. No final de fevereiro, 54% tinham a mesma opinião.
A pesquisa foi realizada depois do atentado em Tel-Aviv, que causou a morte de três israelenses, e da retomada da violência nos territórios palestinos, em resposta ao início das obras para a construção de uma nova colônia judaica na parte árabe de Jerusalém.
Posição de Arafat O presidente palestino, Yasser Arafat, se declarou favorável, ontem, em Gaza, a uma reunião de cúpula com o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu.
Não me oponho a um encontro (dessa índole), mas o problema é saber como avançar e impedir violações do processo de paz, especialmente os confiscos de terras (palestinas) e a judaização de Jerusalém por construções de colônias, declarou Arafat à imprensa.
As negociações israelenses-palestinas estão bloqueadas desde 18 de março passado quando, por decisão do governo de Netanyahu, começou a construção de uma nova colônia judia, a de Har Homa, no leste de Jerusalén anexada.


