Guerra civil mata mais 40 na Colômbia
France Presse
De Bogotá
Pelo menos 40 pessoas morreram de forma violenta este fim de semana na Colômbia em uma sangrenta campanha protagonizada por paramilitares de direita, guerrilheiros esquerdistas e delinquentes comuns, informou ontem a polícia de Bogotá.
Um comando paramilitar irrompeu na noite de domingo em uma aldeia do município de Simití (600 km ao norte de Bogotá) e matou sete camponeses após verificar suas identidades.
Outros pistoleiros das Autodefesas Unidas da Colômbia (AUC, paramilitares) entraram no sábado à noite no porto fluvial de La Dorada (130 km a noroeste) e assassinaram seis pessoas. Quatro vítimas foram tiradas de um estabelecimento comercial e baleadas na via pública.
Não se descarta que o múltiplo assassinato tenha sido obra de um comando das AUC que opera em uma vasta zona banhada pelo rio Magdelana com a pretensão de executar um plano de limpeza social, informou a chefia policial do departamento de Caldas, onde fica La Dorada.
Outras sete pessoas foram assassinadas na noite de sábado na cidade de Gênova (180 km a centro-oeste da capital colombiana) por um misterioso comando que invadiu um salão de bilhar e abriu fogo indiscriminadamente.
A polícia também atribuiu às AUC o assassinato de sete pessoas em dois bairros humildes de Cúcuta (615 km a nordeste de Bogotá, na fronteira com a Venezuela).
Os paramilitares balearam no sábado na cidade de Medellín (a noroeste) o líder estudantil Gustavo Marulanda, que havia sido ameaçado pelos criminosos.
Os guerrilheiros das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC, marxistas) chegaram ao povoado de Balboa (450 km a noroeste, na fronteira com o Panamá), sequestraram um menor e informaram a morte a tiros de um fazendeiro a quem haviam sequestrado.
As FARC e as AUC travam uma guerra até a morte em várias regiões colombianas, que inclui ataques a camponeses e outros civis alheios ao conflito, mas que cada bando percebe como colaborador do rival.





