Guayaquil, EquadorO Equador enfrentará o desafio de garantir a segurança às autoridades de sua vizinha e convulsionada Colômbia por ocasião da II Cúpula de Presidentes da América do Sul, que acontece amanhã e sábado, em Guayaquil, assim como do presidente venezuelano Hugo Chávez, declarado alvo militar dos paramilitares colombianos.
A estratégia de segurança foi elaborada por funcionários da chancelaria equatoriana, pela polícia e pelas Forças Armadas, que dispuseram uma vigilância especial para cada um dos 12 presidentes que permanecerão dois dias em Guayaquil, principal porto equatoriano no Oceano Pacífico.
A operação, que transformará Guayaquil (1.8 milhão de habitantes) em uma fortaleza, foi colocada em andamento segunda-feira, mas as fontes discordam sobre o total de unidades que terão sob sua responsabilidade a proteção dos mandatários que se hospedarão no hotel Hilton, localizado no norte da cidade.
Enquanto porta-vozes da polícia afirmam que serão 1.500 policiais, as fontes da chancelaria falam de 2.805 uniformizados (policiais, soldados, pessoal secreto e grupos especiais) e 470 veículos.
Os controles mais severos serão feitos na base aérea do aeroporto Simón Bolívar, no hotel e nos diferentes percursos que realizarão os chefes de Estado, suas esposas e comitivas.
Divisão de responsabilidadesA estratégia das autoridades dividiu as responsabilidades e determinou que, por exemplo, a polícia se encarregará da segurança dos presidentes que, em seus países, vivem poucos ou nenhum conflito, como o da Argentina, Eduardo Duhalde; Bolívia, Jorge Quiroga; Brasil, Fernando Henrique Cardoso; Chile, Ricardo Lagos; Guyana, Bharrat Jagdeo; Suriname, Jules Wijdenbosch, e Uruguay, Jorge Batlle.
De igual maneira, destacou os militares (Exército e Marinha) para cuidar dos chefes de Estado cujos países registram maiores convulsões, como os da Colômbia, Andrés Pastrana; Paraguai, Luis González Macchi; Peru, Alejandro Toledo, e Venezuela, Hugo Chávez.
O presidente Pastrana, por exemplo, receberá uma verdadeira blindagem ante as ameaças contra ele por parte dos grupos insurgentes que operam na Colômbia.
Não se falou de nenhuma operação especial para González Macchi, Toledo ou Chávez.
Para nenhum dos visitantes foi programada uma cerimônia espeical em sua chegada à base aérea e se determinou que serão recebidos por funcionários de protocolo da chancelaria, que os conduzirão de imediato a seu hotel, localizado a quatro minutos do aeroporto.
Os presidentes utilizarão 12 luxosos automóveis Peugeot 607 que não têm nenhuma blindagem e que foram importados especialmente para a reunião.
O hotel e os principais pontos do evento serão vigiados por atiradores de elite, pessoal antiguerrilha e antimotins do Grupo de Operações Especiais e de Intervenção e Resgate.

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