Guatemala elege presidente
Guatemala elege presidente
France Presse
Da Guatemala
France PresseMulher guatemalteca vota em S. Juan Comalapa, oeste da capitalO ex-comandante guerrilheiro Jorge Soto (conhecido como Pablo Monsanto) afirmou que pela primeira vez em 50 anos os revolucionários guatemaltecos votaram ontem livremente e em seu próprio partido.
Momentos depois de votar nas eleições que elegerão o presidente da Guatemala, Soto, que é secretário-geral do partido da ex-guerrilheira Unidade Revolucionária Nacional Guatemalteca (URNG-equerda), disse que esta foi a primeira vez que participa de eleições.
De acordo com o dirigente, a participação da URNG no processo eleitoral está encaminhada a dar seu apoio à construção da democracia na Guatemala e construir uma nova sociedade.
O também ex-comandante Rodrigo Asturias (conhecido como Gaspar Illom), concordou, afirmando ser a primeira vez que também comparece às urnas para eleger um presidente, o que segundo ele o fez sentir muito satisfeito.
Asturias, filho do Prêmio Nobel de Literatura (1967) Miguel Angel Asturias, entrou para a guerrilha em 1963 e desde então viveu na clandestinidade até a assinatura do acordo de paz entre a guerrilha e o governo, em 29 de dezembro de 1996, pondo um fim a um conflito armado de 36 anos.
A URNG encabeça a coalizão esquerdista Aliança Nova Nação (ANN), pela qual é candidato à presidência o engenheiro industrial Alvaro Colom, que segundo as pesquisas encontra-se em terceira posição nas intenções de voto.
Durante a guerra que deixou mais de 200 mil mortos e desaparecidos, a URNG sempre se opôs a qualquer atividade eleitoral por considerar que estes processos eram utilizados pela direita dominante para se manter no poder.
As zonas eleitorais foram abertas sem nenhum problema às 7h locais (11h em Brasília), e fechadas às 18h locais (22h, pelo horário de verão brasileiro).
Mais de quatro milhões de guatemaltecos foram às urnas para eleger o novo presidente da República, um vice-presidente, 113 deputados federais, 330 câmaras municipais e 20 deputados para o Parlamento Centro-americano.





