Nova York - Guatemala e Venezuela fracassaram em sua tentativa para conseguir ontem o apoio necessário para um assento temporário no Conselho de Segurança depois de quinze votações, o que abriu caminho para pedidos por uma solução negociada que passaria por um candidato de compromisso.
Por conta disto, a presidência da Assembléia Geral da ONU adiou até quinta-feira a eleição de novos membros do Conselho de Segurança, para que a Guatemala e a Venezuela mantenham consultas depois de mais de 20 votações infrutíferas, 12 delas realizadas ontem.
Embora a Guatemala tenha conseguido mais apoio do que a Venezuela em todas as rodadas iniciadas na segunda-feira, com exceção de uma votação - na qual empataram com 93 votos -, não conseguiu obter o apoio de dois terços da Assembléia Geral, ou seja, entre 122 e 125 votos, dependendo das abstenções.
Nas sete rodadas celebradas ontem, o país centro-americano teve entre 104 e 112 votos, enquanto que a Venezuela conseguiu entre 75 e 78.
A vontade dos dois países de permanecerem na corrida não mostra fissuras, e o embaixador venezuelano, Francisco Javier Arias Cárdenas, disse que seu país contribuirá para o consenso apenas se os Estados Unidos abandonarem as pressões.
''Para que esse consenso ocorra, temos um pedido importante. Que (John) Bolton venha a este microfone e diga a todos os países que lhes dá liberdade de consciência para escolher'', disse, em alusão ao embaixador americano.
''Que o presidente George Bush diga que os Estados Unidos não pressionarão ninguém para que tome suas decisões (...) Nesse momento estaremos prontos para o consenso'', sentenciou Arias Cárdenas.

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