São Paulo - O resgate de cerca de 1.400 pessoas de etnia maia desaparecidas na vila de Panabaj, atingida por um deslizamento de terra, foi encerrado ontem pelas autoridades guatemaltecas. ''Os 1.400 desaparecidos são considerados mortos'', declarou o porta-voz dos bombeiros Mario Cruz. Para evitar epidemias e mortes em novos desabamentos, a área será interditada.
Oscar Berger, presidente da Guatemala, visitou ontem Panabaj e disse que o local vai ser ''símbolo da reconstrução nacional''. Ele assegurou que os sobreviventes receberão terras em outros lugares. Rigoberta Menchu, de origem maia e vencedora do Nobel da Paz em 1992, estava com o presidente e instou a população a manter sua cultura, apesar das dificuldades.
As autoridades voltarão suas atenções a cerca de 107 mil pessoas que estão em abrigos no país. As chuvas que destruíram suas casas foram consequência da passagem do furacão Stan pelo Atlântico, na semana passada. O número oficial de mortos, sem contar Panabaj, era ontem 652. A lista de desaparecidos aumentou para 577 pessoas.
O ministro da Agricultura, Alvaro Aguilar, disse que metade do estoque de comida para emergências foi consumida e que o país precisará de 20 mil toneladas de alimentos para as vítimas nos próximos três meses. O governo pediu ajuda de US$ 21,5 milhões à ONU.
A Chancelaria do Brasil informou que enviará, ''nos próximos dias'', alimento e remédios a El Salvador e à Guatemala, mas não especificou a quantidade nem a data da remessa.

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