Guarda Suíça, a defensora do papa
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domingo, 17 de março de 2013
Marcos Zanutto<br>Reportagem Local 
Londrina A eleição do papa Francisco transformou o Vaticano, considerado menor país do mundo, o centro das atenções. O tradicional rito de escolha do novo pontífice, anunciado por meio da fumaça branca da chaminé da Capela Sistina, foi acompanhado em todos os cantos do planeta.
Assim como a organização e os protocolos do Conclave, também chamou a atenção a imponência da Guarda Suíça, corporação responsável pela defesa do Sumo Pontífice.
Mas quem são esses homens de uniformes estranhos que acostumamos a ver nos noticiários? A Guarda Suíça Pontifícia está a serviço do Vaticano desde 22 de janeiro de 1506, atendendo a um pedido de proteção feita aos nobres suíços, em 1503, pelo papa Júlio 2º. Aproximadamente 150 dos melhores homens foram enviados a Roma, comandados pelo capitão Kaspar von Silenen. Desde então, é a Guarda Suíça a encarregada da vigilância das dependências do Vaticano, bem como da segurança pessoal do papa. Atualmente é comandada por Daniel Rudolf Anring, designado ao cargo por Bento 16.
Uma das batalhas mais importantes da história da Guarda Suíça ocorreu em 6 de maio de 1527, contra tropas do austríaco Carlos 5º, que estava em guerra contra Francisco 1º, da França, aliado dos italianos. A Guarda Suíça lutou contra cerca de mil mercenários espanhóis e alemães, em defesa do papa Clemente 7º. Nessa batalha, 108 guardas e 800 invasores morreram.
Durante a Segunda Guerra, em setembro de 1943, mais uma vez as tropas do Vaticano ficaram em alerta máximo, quando soldados da Alemanha Nazista, comandados por Adolf Hitler ocuparam Roma. As tradicionais alabardas, espécie de lança pontiaguda, foram substituídas por espingardas, baionetas e cartucheiras, como forma de precaução. Mas o papa Pio 12 proibiu os integrantes da Guarda Suíça de derramar sangue para defendê-lo. Mas não houve necessidade de combate, uma vez que as tropas alemãs não invadiram o Vaticano.
Os requisitos para integrar a Guarda Suíça são rígidos. É obrigatório ser homem, com idade entre 18 e 30 anos, católico, que tenha feito treinamento militar suíço, possua diploma profissional ou tenha concluído o ensino médio e não ser casado. Todos são celibatários. Somente cabos, sargentos e oficiais podem ser casados.
Outra característica do soldado da Guarda Suíça é ter boa estrutura física e mais de 1,74m de altura.
Os integrantes permanecem no corpo militar por dois anos, mas o contrato pode ser prorrogado por até 20 anos. O soldo, salário do militar, gira em torno de 1.200 euros. A corporação é formada por cinco oficiais, 26 sargentos e 78 soldados.
O uniforme da Guarda Suíça é um show à parte. O desenho original, atribuído ao artista Michelangelo, remonta a 1505. É um dos uniformes militares mais antigos do mundo. Possui listras verticais em amarelo-ouro, azul-real e vermelho-sangue. Em celebrações solenes, o soldado usa ainda um elmo com penas vermelhas. O uniforme simboliza as cortes da Suíça antiga e o orgulho de estar à serviço de Sua Santidade, o papa.


