Guantánamo tem 10 preso julgado nos EUA
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terça-feira, 09 de junho de 2009
France Presse 
Nova York, EUA - Em um caso vital para o plano do presidente dos EUA, Barack Obama, de fechar a prisão de Guantánamo (Cuba), foi levado ontem a Nova York o primeiro suspeito de terrorismo da ilha a ser julgado em um tribunal civil dentro do território norte-americano.
O detido, Ahmed Khalfan Ghailani, recebeu 228 acusações por participar na conspiração que resultou em ataques nas embaixadas americanas no Quênia e na Tanzânia em 1998, que foram organizadas pela rede Al Qaeda e deixaram 224 mortos. Ghailani se disse ontem inocente no Tribunal Federal Distrital de Manhattan.
Obama anunciara no mês passado que o suspeito seria transferido para um tribunal civil, como parte dos esforços do governo para dar um destino aos presos e fechar a prisão até janeiro de 2010. O presidente considera Guantánamo um símbolo dos erros cometidos pelos EUA na guerra ao terror de seu antecessor, George W. Bush, e diz que mantê-la aberta prejudica a habilidade do país de conquistar aliados.
Ele pretende que sejam julgados em tribunais federais nos EUA vários dos atuais 240 presos de Guantánamo. Outras opções são julgamentos em comissões militares; transferência para outros países; libertação sem julgamento; e detenção por tempo indeterminado sem julgamento. Mas a decisão de acabar com a prisão enfrenta forte oposição interna. Um dos pontos-chave é justamente onde deter os suspeitos de terrorismo considerados de maior periculosidade. Membros do Partido Republicano acusam Obama de querer importar terroristas.


