Guaidó aumenta pressão por ajuda humanitária
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segunda-feira, 18 de fevereiro de 2019
France Presse 
Caracas - O opositor venezuelano Juan Guaidó exigiu nesta segunda-feira (18) aos militares que deixem entrar no país no próximo sábado (23) a ajuda humanitária, apesar de o governo de Nicolás Maduro ter ordenado um bloqueio considerá-la o início de uma invasão militar americana.
"A ordem está dada. De novo, senhores da Força Armada: permitam que entre a ajuda humanitária, têm a oportunidade de se colocar ao lado da Constituição, das necessidades do povo", assegurou Guaidó, líder do Congresso de maioria opositora.
Reconhecido como presidente interino por cerca de 50 países, Guaidó está preparando mobilizações em todo o país para acompanhar voluntários que irão à fronteira em caravanas de ônibus em busca de toneladas de remédios e alimentos, armazenados no Brasil, na Colômbia e em Curaçao.
"A ajuda humanitária de um jeito ou de outro vai entrar na Venezuela e em todos os cantos do país vamos nos mobilizar. As brigadas irão em caravana, enquanto haverá protestos (...). Não será através do medo que vão nos deter", assegurou.
As remessas de assistência realizadas em aviões militares dos Estados Unidos permanecem nos armazéns da cidade colombiana de Cúcuta, perto da ponte fronteiriça de Tienditas, bloqueada por militares venezuelanos com caminhões e outros obstáculos. Um segundo centro de armazenamento se localiza em Roraima.


