Guaidó aposta na pressão internacional contra Maduro após operação de ajuda frustrada
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domingo, 24 de fevereiro de 2019
France Presse 
Cúcuta, Colômbia - O opositor Juan Guaidó confia agora na pressão internacional para afastar do poder o presidente Nicolás Maduro, após a tentativa frustrada de levar ajuda à Venezuela no sábado (23). Os confrontos entre manifestantes e as forças de segurança deixaram 285 feridos na Colômbia, incluindo 255 venezuelanos, e dois mortos no estado de Bolívar, limítrofe com o Brasil. Dois caminhões carregados com produtos da ajuda humanitária enviada pelos Estados Unidos foram queimados na ponte internacional Francisco de Paula Santander.
O autoproclamado presidente interino do país se prepara para participar na reunião do Grupo de Lima, programada para esta segunda-feira (25) em Bogotá, com a presença do vice-presidente dos Estados Unidos, Mike Pence.
O Brasil será representado pelo vice-presidente Hamilton Mourão que embarcou no início da tarde deste domingo (24) para Bogotá, na Colômbia, para participar da reunião do Grupo de Lima e coordenar a resposta do Brasil à crise na Venezuela. Mourão discutiu os detalhes da mensagem que o País deve levar a Bogotá em uma reunião com o presidente Jair Bolsonaro na noite de sexta-feira (22).
Depois de falhar em sua convocação para levar alimentos e remédios para atenuar a pior crise na história moderna da Venezuela, o jovem presidente do Parlamento comparecerá à reunião convocada em 14 de fevereiro porque considera que "a pressão interna e externa são fundamentais para a libertação" do país.
Guaidó pediu à comunidade internacional que deixe "abertas todas as opções para obter a libertação".
Neste domingo (24) o secretário de Estado americano, Mike Pompeo, afirmou que os dias de Maduro "estão contados", mas não citou uma data exata.
Guaidó foi reconhecido por 50 países como presidente encarregado da Venezuela.
O líder opositor, que está na Colômbia desde sexta-feira (22), antecipou que em Bogotá vai discutir com os chanceleres das 14 nações do Grupo de Lima "possíveis ações diplomáticas" contra Maduro.
Esta será a primeira vez que o Grupo de Lima, criado em 2017 para promover uma solução para a crise e que se reuniu pela última vez em 4 de fevereiro em Ottawa, vai deliberar diretamente com Guaidó. "O legítimo governo da Venezuela se integra formalmente ao Grupo de Lima", destacou o presidente colombiano, Iván Duque.


