Grupos terroristas locais são suspeitos
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quarta-feira, 05 de maio de 2004
France Presse 
Atenas - O terrorismo de extrema-esquerda grego, considerado antiamericano e suspeito pelas bombas que sacudiram Atenas ontem, é responsável por numerosos ataques e assassinatos no país desde a queda da Ditadura dos Coronéis em 1974.
Dois grupos principais, ao lado de menores, promovem há quase 30 anos atos violentos no país do Mediterrâneo. A Grécia, segundo um relatório de Estado local, possui um tipo de terrorismo classificado de nível baixo, que consiste de uma rede de pequenos grupos voláteis, anarquistas e autônomos.
O alvo desses grupos costuma ser bancos ou veículos diplomáticos. Os terroristas gregos utilizam artefatos explosivos simples, compostos por botijões de gás (camping), conhecidos como ''gazakias''.
O grupo mais importante é sem dúvida a organização revolucionária 17 de Novembro, 17-N, que se fez conhecer em 1975 ao assassinar o chefe da Agência de Inteligência Americana (CIA) na Grécia, Richard Welch.
Outras 20 personalidades gregas e estrangeiras, entre elas quatro importantes funcionários dos Estados Unidos, morreram nas mãos dos terroristas do 17-N até o desmantelamento do grupo durante o verão europeu de 2002. A Justiça grega condenou 15 dos 19 acusados por atos violentos, em dezembro passado, a severas penas.


