Grupos provocam 11 noite de violência em Paris
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terça-feira, 08 de novembro de 2005
Folhapress 
São Paulo - Na 11º noite marcada pela violência urbana realizada por grupos de manifestantes dos subúrbios de Paris, 1.408 veículos foram incendiados, um homem morreu, 34 policiais ficaram feridos e 395 prisões foram feitas na madrugada de ontem em toda a França.
Segundo a polícia, um homem morreu em decorrência dos ferimentos sofridos, após ter sido espancado na noite de sexta-feira, em Seine-Saint-Denis.Ele foi identificado pelo nome de Jean-Jacques Le Chenadec. Ele morreu ontem em no hospital Jean-Verdier de Bondy.
Em um dos episódios mais dramáticos, ocorridos em Grigny (sul de Paris), um grupo de jovens armou uma emboscada contra a polícia e atirou nos agentes de segurança bombas de petróleo. Dez policiais foram feridos, e dois estão em estado grave.
O sindicato francês que representa a polícia pediu ontem que o governo decrete a adoção de um horário para o toque de recolher nas áreas mais afetadas pelo conflito, e quer a ajuda do Exército para controlar os grupos de manifestantes.
''Nada parece parar a guerra civil que se espalha pouco a pouco por todo o país'', informou a organização, em um comunicado. ''Os acontecimentos que estamos vivendo não têm precedentes desde a Segunda Guerra Mundial'' (1939-1945).
''Nós temos pensado em várias resoluções para reforçar a ação da polícia e da Justiça. A prioridade absoluta é o restabelecimento da segurança e da ordem pública'', disse ontem o presidente francês, Jacques Chirac, que tem sido bastante criticado na França devido ao seu silêncio frente à crescente onda de violência.
O primeiro-ministro francês, Dominique de Villepin, afirmou também ontem que os dispositivos de segurança serão reforçados ''por todo o sul e se necessário pelo leste'' da região onde têm acontecido as manifestações.
Há 11 dias, dois adolescentes moradores da região de Clichy-sous-Bois (nordeste de Paris) morreram eletrocutados ao se esconderem dentro de um transformador de energia, após serem supostamente perseguidos por policiais, versão que é negada pelas autoridades francesas.
Desde então, moradores dos distritos do subúrbio de Paris e de outras regiões próximas à cidade têm realizado uma série de violentas manifestações.


