Grupos bloqueiam o centro de Praga
PUBLICAÇÃO
sábado, 23 de setembro de 2000
France Presse De Praga 
Cerca de mil manifestantes, que protestam contra as reuniões do FMI e do Banco Mundial, bloquearam ontem desde as 15 horas locais (10 horas de Brasília) a circulação no centro de Praga. A decisão foi tomada depois de uma reunião convocada por vários movimentos anarquistas e comunistas na Praça da Paz. Entre os estabelecimentos bloqueados estão os hotéis, onde encontram-se hospedados alguns dos delegados de ambas instituiçõs financeiras internacionais.
Foram registrados incidentes entre anarquistas e skinheads, que se manifestavam junto à principal estação ferroviária da capital tcheca.
A vice-diretora do Departamento do Hemisfério Ocidental e a funcionária do Fundo Monetário Internacional (FMI) mais diretamente ligada ao Brasil, Teresa Ter-Minassian, disse ontem que o Brasil merece um upgrade da agências internacionais de classificação de risco, conhecida como rating e utilizada pelos investidores para saber condições de aplicações de risco nos países. Eu acho que o Brasil deveria ter um upgrade, disse Teresa ao ser questionada se o País merece ter uma elevaçao de seu rating.
Teresa disse também que estará em outubro em São Paulo para participar de um seminário promovido pela Fundação Getúlio Vargas sobre credit rating do Brasil. É claro que o Brasil merece um upgrade, eu vejo boas previsões disso. Teresa disse que para o País receber um upgrade que elevaria ao grau de investment grade, o nível no qual os investimentos no País não são mais considerados especulativos, vai demorar mais tempo. Para isso o País vai ter de continuar merecendo, afirmou, durante a Reunião anual do FMI e do Banco Mundial na capital checa.
O mundo está caminhando para uma redução drástica do número de moedas, e em quinze anos, a maioria dos países deverá ter substituído as suas divisas por três ou quatro moedas dominantes. A previsão foi feita durante um seminário da reunião conjunta do Fundo Monetário Internacional (FMI) e Banco Mundial, em Praga, pela maioria dos que participantes de um debate sobre dolarização. Entre eles, o economista Rudiger Dornbusch, do Massachusetts Institute of Techonology, e o brasileiro Paulo Leme, diretor executivo de pesquisa de mercados emergentes na Goldman Sachs, em Nova York.


