São Paulo - Três terroristas foram mortos depois de disparar contra a embaixada norte-americana em Damasco e matar ontem um agente de segurança sírio. Um suspeito foi detido.
O grupo pretendia explodir um carro-bomba diante da embaixada, mas o plano falhou, segundo a TV síria. Os terroristas acabaram mortos no tiroteio com os agentes sírios. Em junho, quatro homens armados e um guarda foram mortos durante uma operação que, segundo as autoridades, impediu um atentado perto das instalações da TV estatal em Damasco.
No ataque de ontem, um diplomata chinês ficou levemente ferido no atentado, segundo informações da agência oficial chinesa de notícias Xinhua. Segundo fontes do corpo diplomático de Pequim, o diplomata foi ferido por uma bala perdida durante o tiroteio entre as forças de segurança e os supostos terroristas.
Na hora em que foi atingido, o diplomata estava no alto do edifício da Embaixada chinesa, que fica perto da americana. Após o incidente, o diplomata, cuja identidade não foi divulgada, foi enviado a um hospital para receber tratamento médico.
Testemunhas afirmaram às agências internacionais que os terroristas estacionaram um carro com explosivos na rua em frente à embaixada, em Abu Remmeneh, bairro onde se encontram várias embaixadas de Damasco.
Em seguida, os homens saíram do carro e atiraram contra guardas sírios que faziam a segurança na entrada do prédio. A troca de tiros continuou até que os terroristas foram mortos. Um agente sírio também foi baleado no tiroteio e morreu.
Segundo as autoridades, os agressores gritavam slogans religiosos durante sua ação. Após o atentado, forças de segurança locais proibiram o tráfego de veículos em todas as ruas que levam ao setor das embaixadas.
Ainda não há informações sobre as identidades das vítimas, mas o embaixador britânico na Síria, Peter Ford, disse à rede de TV CNN que o ataque não parece ser uma operação em grande escala como as da rede terrorista Al-Qaeda, mas uma pequena operação conduzida por um grupo pequeno.
A Síria é acusada pelos EUA de fornecer armas a movimentos extremistas como o Hezbollah (libanês) e o Hamas (palestino). Já Damasco culpa os EUA e sua política de auxílio militar a Israel pelo recrudescimento do radicalismo na região.
Em fevereiro de 2005, os EUA retiraram seu embaixador da Síria, após o assassinato do ex-premier libanês Rafik Hariri, em Beirute.
Turquia- Já na cidade de Diyarbakir, uma explosão matou ontem ao menos sete pessoas, entre elas cinco crianças, e feriu outras 17, segundo o governo local.
A administração regional informou que a bomba detonada num parque do distrito de Baglar - onde os jardins atraem muitas pessoas ao entardecer - foi acionada por controle remoto, provavelmente por um telefone celular.
A agência de notícias Anatolia informou que cinco crianças morreram na explosão e que outras duas crianças em estado grave estão entre os feridos.

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