Doha - Um grupo armado disse ter sequestrado 18 membros da Guarda Nacional iraquiana e ameaça executá-los se Hazem al Araji, um dirigente xiita, não for libertado nas próximas 48 horas, afirmou ontem a Al-Jazeera, que exibiu um vídeo com imagens dos reféns.
O grupo ''Brigada de Mohamed Ben Abddulah'' reclama a libertação ''imediata'' de Hazem al Araji, um dirigente do movimento radical xiita liderado pelo clérigo Moqtada al-Sadr, e de seus companheiros, acrescentou o canal.
Al Araji e seu irmão foram detidos pela Guarda Nacional no domingo passado, segundo sua família. No vídeo exibido pela Al-Jazeera, os sequestrados, alguns com uniforme de camuflagem, outros usando camiseta e bonés militares, aparecem sentados no chão, com as mãos amarradas às costas, e junto a eles há quatro homens encapuzados e armados.
Em um primeiro momento, o canal falou de 15 agentes sequestrados, mas outra emissora de TV, a Al-Arabiya, que citava fontes ligadas a Hazem al Araji em Bagdá, falou de 18 reféns.
Um representante do movimento do clérigo xiita radical Moqtda al-Sadr negou no domingo qualquer envolvimento de seu grupo no sequestro de 15 soldados da Guarda Nacional iraquiana.
''Não conhecemos o grupo que reivindica este sequestro e não temos nenhuma relação com ele, mas podemos compreender sua reação'', declarou AFP Naim al Qaabi, responsável pelo escritório do movimento em Sadr City, um grande bairro xiita de Bagdá.

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