Grupo separatista quer negociações
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segunda-feira, 22 de janeiro de 2001
Associated Press De Manila 
O grupo separatista Frente Moro de Libertação Islâmica (FMLI) deu sinais de que está disposto a retomar as negociações de paz com o governo da nova presidente das Filipinas, Gloria Macapagal-Arroyo, de acordo com a imprensa local. Um dos dirigentes do FMLI, Shariff Julabbi, manifestou sua disposição de firmar um acordo de cessar fogo como o primeiro passo para acabar os confrontos armados em Mindanao, no sul das Filipinas, e retomar as negociações com o governo.
O diálogo entre os separatistas e o governo filipino foi interrompido depois que o ex-presidente Joseph Estrada ordenou, no começo de janeiro, uma ofensiva contra o FMLI. O governo filipino também acusou o grupo de ser responsável pelos cinco atentados à bomba que atingiram Manila, em dezembro do ano passado. Estes atentados provocaram a morte de 22 pessoas e deixaram centenas de feridos.
Macapagal-Arroyo, nomeada sábado presidente das Filipinas, depois que o Supremo Tribunal declarou Estrada incapaz de governar, disse, em seu primeiro discurso como nova chefe de Estado, que pretende melhorar a região de Mindanao, no sul do país.
O FMLI, o maior grupo separatista muçulmano das Filipinas com cerca de 11 mil seguidores, luta há duas décadas pela criação de um Estado islâmico independente na região de Mindanao.
Novo gabineteA nova presidente das Filipinas, Gloria Macapagal-Arroyo, iniciou ontem a formação de seu gabinete de governo, com vistas a restaurar a unidade nacional.
Arroyo, uma economista de 53 anos, enfrentará uma série de graves problemas. Um deles será a atitude de Estrada, um ex-astro de cinema. O presidente deposto permanecia em sua residência privada na cidade de San Juan, onde iniciou sua carreira política como prefeito, há 31 anos.
Em uma declaração política, Estrada questionou a legalidade de sua queda do cargo e se recusou a renunciar. Por várias vezes, ele classificou o cargo de presidente como o personagem mais importante que eu já interpretei. Mas seu desempenho frustrou-se em meio a acusações de que teria acumulado impropriamente uma fortuna de dezenas de milhões de dólares durante os 31 meses em que permaneceu no cargo.
O primeiro ato de Arroyo como presidente foi designar Alberto Romulo como ministro das Finanças. O primeiro problema para ele é o crescente déficit orçamentário.


