Grupo separatista ameaça eliminar refém hoje
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sexta-feira, 11 de julho de 1997
France Presse Bilbao 
A organização separatista basca armada ETA ameaça matar hoje o conselheiro sequestrado anteontem, se o Governo espanhol recusar-se, como sempre fez, a reagrupar no País Basco (Norte da Espanha) seus prisioneiros políticos. Este ultimato, lançado algumas horas depois do sequestro de Miguel Angel Blanco Garrido, de 29 anos, conselheiro do Partido Popular (PP, conservador, no poder em Madri) da localidade de Ermua (província basca de Bizcaya).
Queremos todos os prisioneiros políticos bascos em Euskal Herria no sábado às 16h, declarou um interlocutor da ETA em um telefonema para o jornal independentista Egin, que advertiu que, cumprido o prazo, o militante do PP será assassinado.
Até agora, a ETA só utilizou esta arma em duas ocasiões. Nos dois casos, os dois sequestrados foram assassinados com um tiro na nuca, já que as autoridades se recusaram a ceder à chantagem. Foi um engenheiro de uma central nuclear, encontrado morto no dia 6 de fevereiro de 1981, e um capitão do exército, cujo cadáver foi encontrado no dia 19 de outubro de 1983.
Logo depois de ser conhecido o novo sequestro da ETA, o 77º de sua história, o Governo, apoiado pelo conjunto das forças políticas, tanto de esquerda como de direita, comunicou claramente que rejeitava a reivindicação da organização independentista.
Um esquema de segurança excepcional foi mobilizado para tentar encontrar Miguel Angel Blanco Garrido, cuja foto foi publicada em todos os jornais.
Milhares de pessoas foram convocadas a participar em uma passeata gigantesca hoje em Bilbao, a partir do meio-dia, quatro horas antes de expirar o prazo do ultimato da ETA.


