Jerusalém, Israel – O Estado Islâmico do Iraque e do Levante (EIIL), grupo que tomou na terça-feira o controle de Mossul, quer estabelecer um califado islâmico no Iraque e na região do Levante - que inclui territórios de Síria e Líbano.
Caso fortaleçam suas posições nas fronteiras norte e leste da Síria e no oeste do Iraque, a organização poderá na prática apagar essas linhas e expandir sua aplicação rigorosa da lei islâmica.
O território hoje sob influência dos islamitas inclui Deir Ezzor, na Síria, e as províncias iraquianas de Anbar e Nínive (onde fica Mossul), facilitando a circulação de armas e militantes.
Os recentes avanços do EIIL, incluindo a guerra na Síria, aterrorizaram tanto os governos quanto os outros grupos insurgentes da região. Também demonstram a rápida evolução da organização, cada vez mais próxima de realizar seu objetivo. Os sucessos também preocupam a comunidade internacional. Antes considerado uma franquia da Al-Qaeda no Iraque, o grupo vem ganhando respeito e pode se tornar, em breve, uma ameaça mais séria à estabilidade do Oriente Médio.
Não está claro de onde vem o financiamento, com suspeitas de doações de grandes quantias, inclusive de alguns governos da região.

HISTÓRICO
O EIIL, que tem hoje cerca de 5 mil militantes, foi formado a partir de milícias criadas durante a invasão americana no Iraque, em 2003. Inicialmente chamado de Al-Qaeda no Iraque, tinha como líder Abu Musab al-Zarqawi, morto em 2006.
Envolta em informações conflitantes e incompletas, a liderança do EIIL é composta atualmente por diversos nomes. O principal deles é Abu Bakr al-Baghdadi.
Diversos de seus militantes são "jihadistas" estrangeiros, incluindo americanos e europeus. Não há registro de brasileiros. Descontente com os métodos do EIIL, a Al-Qaeda "deserdou" o grupo em 2013.

REAÇÃO
Diante da impotência do Exército nacional, o presidente dos Estados Unidos Barack Obama afirmou nesta quinta-feira que sua equipe está estudando todas as opções frente à onda de violência no Iraque e ao avanço de combatentes jihadistas em direção à capital. "O Iraque vai precisar de mais ajuda dos Estados Unidos e da comunidade internacional. Nossa equipe de segurança nacional estuda todas as opções. Não descarto nada", afirmou.

mockup