Dubai - Um grupo desconhecido que alega se chamar ''Mujahedine do Egito'' reivindicou os atentados de Sharm el-Sheikh, em um comunicado divulgado na internet, que cita os nomes dos cinco ''mártires'' que supostamente cometeram os atentados que deixaram pelo menos 88 mortos.
''Seus irmãos, os Mujahedine do Egito, executaram a bendita operação de Sharm el-Sheikh'', afirma o comunicado com data de 23 de julho, que foi difundido em um site islamita.
''Não acreditem no que se diz sobre uma reivindicação da Al-Qaeda, que Deus proteja'', acrescenta o texto, que explica que cinco ''mártires'' executaram os ataques dirigidos contra ''sionistas''.
O texto, cujo grau de credibilidade é impossível de estabelecer, acrescenta que os atentados foram cometidos por Faysal Khalil, Hasan Abi Rawa, Mohamad Abdel Majid, Nader Mohamad Abdel Ghani e Mohamad Hammudi al-Masri, mas não precisa a nacionalidade dos ''mártires'', termo que dá a entender que todos eles morreram nos atentados.
Os ataques de sábado em Sharm el-Sheikh, cidade turística egípcia da península do Sinai (nordeste), foram os mais sangrentos registrados no Egito.
Os atentandos foram reivindicados poucas horas depois, na internet, pelo ''grupo Al-Qaeda no país de Levante e no Egito''. ''Esta operação é uma resposta às forças do mal que derramam o sangue dos muçulmanos no Iraque, Afeganistão, Palestina e Chechênia'', afirmava o primeiro comunicado de reivindicação.

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