O grupo guerrilheiro islâmico Aub Sayyaf rompeu o cerco militar e escapou com os 21 reféns do local na ilha de Jolo, no sul das Filipinas, onde os mantinham em cativeiro, informou ontem o ex-negociador-chefe filipino Mur Misurari.
Misurari, que anteontem foi substituído pelo muçulmano Ghazali Ibrahim, confirmou que os rebeldes independentistas escaparam e conseguiram levar os reféns a outros esconderijos separando-os em pequenos grupos. ‘‘Fizeram isso para confundir a todos’’, acrescentou o chefe de polícia de Jolo (a 900 quilômetros ao sul de Manila), Candido Casimoro.
Segundo as primeiras informações, os guerrilheiros utilizaram 16 jeeps para escapar com os reféns, o que levou a imprensa a questionar como a movimentação dos veículos não chamou a atenção dos militares que patrulham Jolo.
Entretanto, analistas não excluem a hipótese de que o exército – que pede ‘‘carta branca’’ para lidar com os rebeldes separatistas islâmicos do sul país – tenha recebido ordem para atuar com a máxima cautela.
Também ontem, chegou a Manila o alto representante da União Européia para a política exterior, o diplomata Javier Solana, que foi recebido pelo presidente filipino, Joseph estrada. A chegada de Solana às Filipinas pode significar uma mudança radical no dramático sequestro das 21 pessoas – entre elas 10 ocidentais – por parte do grupo Abu Sayyaf. ‘‘Talvez em poucos horas tenhamos boas notícias’’, prometeu Solana. O grupo foi tomado como refém numa ilha malaia no domingo de Páscoa.

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