France PressePresidentes do Panamá, Ernesto Perez e do Chile, Eduardo Frei
O Grupo do Rio defendeu ontem a intervenção imediata das instituições financeiras multilaterais para conter os efeitos devastadores da atual crise econômica que abala os mercados mundiais, segundo a declaração emitida ao final da reunião do organismo no Panamá.
Em referência direta ao Fundo Monetário Internacional (FMI), ao Banco Mundial (BM) e ao Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), os presidentes exigiram a adoção de mecanismos que permitam detectar e prevenir este tipo de crise.
O chanceler panamenho, Ricardo Arias, assinalou que durante os dois dias do encontro os dirigentes mantiveram contatos com as autoridades do FMI, BM e BID para saber que tipo de ‘‘apoio podem oferecer estes organismos internacionais para enfrentar a crise’’.
Os chefes de Estado do G-Rio também manifestaram a sua rejeição à política dos Estados Unidos em relação a Cuba e ao mecanismo unilateral norte-americano de ‘‘certificação’’ dos países latino-americanos que lutam contra o narcotráfico.
‘‘Expressamos nossa mais enérgica rejeição a aplicação unilateral e extraterritorial de leis nacionais, por constituir ação que viola princípios fundamentais do direito e da convivência internacionais’’, assinalaram os mandatários no documento final da 12ª Reunião do Grupo do Rio.
O mandatários também destacam ‘‘os processos de certificação de luta contra o narcotráfico’’ emitidos anualmente pelo departamento norte-americano de Estado.
‘‘Estas ações têm um impacto negativo na cooperação, comércio e investimentos entre os países’’, adverte o documento, assinado ao final das deliberações do Grupo do Rio, que reúne Brasil, México, Colômbia, Venezuela, Argentina, Bolívia, Chile, Equador, Paraguai, Peru, Panamá e Uruguai.

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