As negociações entre governo russo e o grupo armado que mantém reféns entre 300 e 400 estudantes, pais e professores em uma escola de Beslan, na Ossétia do Norte, no sudoeste da Rússia, já começaram. O grupo ameaça matar 50 crianças para cada combatente morto e 20, para cada ferido, no caso de o local ser invadido, segundo o Ministério do Interior.
A Rússia anunciou que o presidente George W. Bush ofereceu ''toda a ajuda'' dos Estados Unidos para pôr fim ao sequestro, durante uma conversa por telefone.''Os Estados Unidos estão dispostos a fornecer ajuda para pôr um ponto final a este novo ato de barbárie dos terroristas'', disse Bush.
O grupo exige, além da libertação de presos envolvidos em atividades terroristas na Inguchétia, que as tropas russas sejam retiradas da Tchetchênia e o fim das ações militares nesta república, informou Aslanbek Aslakhanov, assessor do presidente Vladimir Putin.
Aslakhanov também confirmou que os terroristas querem negociações com os presidentes da Inguchétia e da Ossétia do Norte e com o pediatra Leonid Roshal, mediador da captura de reféns em um teatro em Moscou, em 2002. Ao menos 129 reféns e 41 terroristas morreram naquele episódio, após quase três dias de cerco.
O número de reféns dentro da escola na Ossétia do Norte ainda é incerto. Segundo a FSB, há cerca de 300 reféns. Balanço inicial da polícia dava conta que 120 a 150 pessoas estariam sob poder dos sequestradores. ''Eles disseram que para cada combatente morto, matarão 50 crianças, e para cada um deles ferido, matarão 20 (crianças)'', disse ministro do Interior da Ossétia do Norte, Kazbek Dzantiyev. O FSB da Rússia disse que o grupo é formado por 17 pessoas (homens e mulheres) e que algumas delas estariam usando cintos com explosivos.
O grupo invadiu a escola logo após o final da cerimônia de volta às aulas, no momento em que os alunos se preparavam para entrar nas salas de aula. Segundo a agência de notícias russa Itar-Tass, houve um tiroteio e ao menos três pessoas teriam morrido.
Na terça-feira, dez pessoas morreram e 51 ficaram feridas em um ataque perto de uma estação de metrô no centro de Moscou, capital da Rússia. O grupo islâmico Brigadas Islambouli (supostamente ligado à Al Qaeda) assumiu a responsabilidade pelo atentado, segundo um comunicado divulgado em um site na internet.

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