Grupo ligado à Al Qaeda reivindica ataque
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quarta-feira, 30 de novembro de 2011
Folhapress 
São Paulo - As Brigadas de Abdullah Azzam, um grupo vinculado à rede terrorista Al Qaeda, reivindicaram ontem os disparos de foguetes a partir do Líbano contra Israel que não provocaram vítimas, segundo a versão on-line do jornal israelense Ha'aretz.
A organização, cujos membros vivem em sua maioria escondidos em campos de refugiados palestinos espalhados no sul do Líbano, também reivindicou outros ataques realizados contra Israel.
O site libanês Elnashra disse ter recebido um comunicado assumindo o atentado das Brigadas de Abdullah Azzam, um jordaniano de origem palestina que foi conselheiro de Osama bin Laden, antes de ser morto no Afeganistão em 1989.
A Unifil (sigla em inglês para Força Interina das Nações Unidas no Líbano) prometeu que manteria a calma na fronteira, horas após o ataque a Israel. Comandantes do órgão realizaram uma reunião de emergência com representantes das Forças de Defesa israelenses e do Exército libanês.
Vários foguetes foram disparados ontem contra o norte de Israel, a partir do Líbano, o que levou as artilharia de Israel a atirar também, segundo autoridades do país.
A Unifil divulgou um comunicado informando que mobilizou mais soldados para a região fronteiriça para preservar a ordem. ''O ataque é claramente direcionado para prejudicar a estabilidade na região'', afirmou.
O ataque foi a primeira ação desse tipo desde 2009. Dois prédios na região oeste da Galileia ficaram danificados pelos projéteis, segundo a mídia de Israel, mas não houve registro de vítimas. Moradores disseram ter escutado duas explosões que provocaram um abalo nas residências.
O governo israelense informou estar tentando descobrir quem disparou os foguetes do Líbano, mas enfatizou que considera o governo libanês responsável e iria formalizar uma queixa.
De acordo com fontes do setor de segurança do Líbano, quatro foguetes Katyusha foram lançados contra Israel a partir dos vilarejos de Aita Shaab e Rmeish, situados a cerca de 2 quilômetros da fronteira.


