Um grupo islâmico advertiu, quinta-feira, que irá agir com ''mão-de-ferro'' contra objetivos na região do Golfo se os governos islâmicos, em particular na Arábia Saudita, ajudarem os Estados Unidos num ataque contra o Afeganistão.
Segundo uma emissora de TV do Qatar, Al-Jazeera, captada em Londres pela BBC, um movimento identificado como ''Exército islâmico Al Kaida, Unidade da Península Arábica'', advertiu através de um comunicado que os interesses desses governos e dos Estados Unidos se converterão em ''alvos das mais violentas ações de represália''.
O Al Kaida é a rede clandestina de ação internacional do suspeito número um dos atentados perpetrados em 11 de setembro em Nova York e Washington, Osama bin Laden.
O comunicado incita os governos islâmicos a não proporcionar aos Estados Unidos ''assistência ou facilidades por terra, mar ou ar ou através da intervenção de serviços de inteligência, para um possível ataque contra o Afeganistão''.
A televisão do Qatar, sempre citada pela BBC, disse que recebeu uma segunda mensagem, assinada por 33 personalidades e dignatários do mundo islâmico residentes em vários países árabes, pedindo aos Estados Unidos que não recorram à força militar contra o Afeganistão ''de forma destemperada ou movidos apenas por simples suspeitas''.
Os autores desta mensagem pedem ao secretário-geral das Nações unidas e aos dirigentes árabes, islâmicos e europeus para ''intervir para salvar o mundo de um banho de sangue injustificado''.

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