La Paz - Um autodenominado 'movimento militar geral' exigiu ontem a renúncia do presidente da Bolívia, Carlos Mesa, o fechamento do Congresso e a nacionalização dos hidrocarbonetos, segundo um pronunciamento lido na televisão privada.
''O grupo exigiu ao chefe de governo que se vá, simplesmente, que deixe o governo, que saia da presidência e que dê lugar ao governo do povo'', destacou o tenente-coronel Julio César Galindo, cabeça visível do desconhecido grupo militar.
''Existem aqui militares e civis patriotas que têm o firme propósito de defender a soberania e dignidade nacional, no momento em que o país é presa de uma difícil crise no âmbito político e social'', frisou o documento, lido ainda pelo tenente-coronel Julio Herrera. ''Isto não é um golpe militar, mas sim um pronunciamento do povo'', destacou.
Por outro lado, os líderes de quatro províncias da Bolívia afirmaram que realizarão um referendo no dia 12 de agosto sobre sua autonomia e advertiram o Congresso a legalizar a decisão sobre a convocação da consulta popular, que, segundo outras regiões, provocará a desintegração do país.
Políticos e dirigentes civis e empresariais das províncias de Santa Cruz (leste), Tarija (sul), Beni (nordeste) e Pando (norte), as duas últimas na região amazônica, exigem por parte do Senado a validação da convocação. ''O Congresso Nacional deve fixar a data da convocação do Referendo Nacional Vinculante por Autonomia para 12 de agosto de 2005'', segundo um comunicado.

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