Um grupo militante palestino desconhecido reivindicou a autoria do atentado com carro-bomba no Norte de Israel que aconteceu ontem e prometeu novas ações violentas.
O grupo Revolução Islâmica Para Libertar a Palestina - Grupo de Resistência Nacional Islâmica disse estar por trás da explosão na cidade de Hadera, que matou duas pessoas e deixou mais de 50 feridos.
‘‘A Revolução Islâmica Para Libertar a Palestina e seu braço armado, o Grupo de Resistência Nacional Islâmica, teve êxito graças a Deus em vingar nossos mártires da sagrada mesquita Aqsa e explodiu um carro-bomba perto de um ônibus que levava sionistas, no coração da cidade de Hadera’’, diz um comunicado do grupo recebido pela AFP em Jerusalém.
‘‘Nossa ação não foi a primeira e não será a última’’, acrescenta o comunicado.
O líder palestino Yasser Arafat condenou ontem o atentado, acrescentando que se opõe ‘‘a qualquer ato terrorista’’.
‘‘Não existe qualquer dúvida de que sou contra o ocorrido ontem (quarta-feira) em Israel porque nós nos opomos a qualquer atividade terrorista’’, declarou Arafat à imprensa.
O primeiro-ministro de Israel, Ehud Barak, declarou ontem que ‘‘o terrorismo não conseguirá romper a resistência’’ de Israel, falando durante uma visita ao hospital de Hadera onde estão sendo atendidos os feridos no atentado.
‘‘O terrorismo não conseguirá romper nossa resistência, não desmoronaremos porque somos fortes e sabemos por que combatemos’’, afirmou Barak. ‘‘Quando estamos juntos, unidos, nada pode nos vencer e sairemos revigorados deste combate’’, acrescentou o premier.
O gabinete de segurança de Barak deveria voltar a se reunir ontem, pois anteontem à noite não conseguiu decidir as ações a serem tomadas após o ataque em Hadera.
Barak responsabiliza a Autoridade Palestina, do líder Yasser Arafat, pelo atentado, por ter libertado mês passado dezenas de militantes fundamentalistas antiisraelenses dos grupos Jihad islâmica e Hamas.
O Fatah, movimento palestino, advertiu ontem que será ‘‘dolorosa e firme’’ sua resposta à morte de quatro de seus militantes, que aconteceu anteontem em uma emboscada de soldados israelenses em Gaza.
‘‘O movimento Fatah condena este crime e considera responsáveis por esse massacre o governo israelense e seu exército de ocupação e tirania, e adverte dos resultados que terá esta perigosa escalada’’, afirma o movimento em um comunicado.
‘‘O movimento Fatah sublinha e adverte que o sangue de seus filhos não terá sido derramado de forma gratuita e que a réplica será dolorosa e firme’’, continua o texto.

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