Grupo de Lima cogita novas sanções contra Maduro
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terça-feira, 24 de setembro de 2019
Bruno Boghossian e Marina Dias – Folhapress
Nova York - Em reunião sem a participação do chanceler brasileiro, o Grupo de Lima expressou disposição em adotar novas sanções contra o regime de Nicolás Maduro na Venezuela. Os países emitiram uma declaração que diz que o ditador é uma ameaça à paz e cita a necessidade de medidas sem o uso da força.
O bloco teve um encontro em Nova York nesta segunda-feira (23), durante a Assembleia Geral da ONU (Organização das Nações Unidas). O Brasil foi representado por um diplomata, uma vez que o ministro Ernesto Araújo acompanhava um discurso do presidente Donald Trump sobre liberdade religiosa numa sala vizinha.
Os países acusaram Maduro de bloquear processos de negociação com "forças democráticas" da Venezuela para alcançar "uma saída política para a grave crise" local. A declaração expressa "disposição em adotar novas sanções ou outras medidas econômicas e políticas contra o regime de Maduro, orientadas a favorecer o restabelecimento, sem o uso da força, do Estado de Direito e da ordem constitucional e democrática na Venezuela".
O Grupo de Lima é composto por 14 países da América Latina, que já haviam pressionado o secretário-geral da ONU, António Guterres, a buscar medidas assertivas contra Maduro e a favor do oposicionista Juan Guaidó, reconhecido por mais de 50 países como presidente do país.