Cidade do Vaticano - Uma dúzia de cardeais conservadores criticaram publicamente a metodologia do Sínodo dos Bispos, realizado atualmente no Vaticano e convocado pelo papa Francisco para discutir os desafios da família moderna, e pediram a introdução da votação de propostas.
Em uma carta enviada ao Papa e publicada ontem pelo jornalista italiano Sandro Magister, os cardeais temem que tudo já esteja decidido e que as discussões estejam sendo manipuladas.
Entre os signatários figuram os cardeais Carlo Caffarra, arcebispo de Bolonha (Itália), o húngaro Peter Erdo, arcebispo de Esztergom-Budapest (Hungria), o australiano George Pell, prefeito da Secretaria de Economia, o alemão Gerhard Müller, prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, e Robert Sarah, da Guiné, prefeito da Congregação para o Culto Divino.
Na carta, escrita em inglês e entregue ao Papa durante a abertura do Sínodo, em 5 de outubro de 2015, os cardeais, todos conhecidos por suas posições conservadoras, temem que a assembleia, na qual participam 400 bispos e cardeais de todo o mundo, se concentre na questão de autorizar a comunhão para os divorciados que voltam a se casar no âmbito civil.

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