Nova York - Diante do avanço dos militantes do grupo fundamentalista Estado Islâmico no Iraque nos últimos dois dias, o presidente dos EUA, Barack Obama, considera realizar o primeiro ataque aéreo ao país desde a retirada das tropas americanas, em 2011.
Nesta quinta, os militantes anunciaram ter tomado o controle de 15 cidades no norte do país, perto da região autônoma do Curdistão.
A barragem de Mossul, a maior do país, também passou para o controle dos rebeldes, cujo objetivo é criar um regime islâmico em territórios atualmente pertencentes ao Iraque e à Síria. A barragem fornece energia para Mossul e controla o abastecimento de água de uma extensa região do território iraquiano.
O grupo fundamentalista tomou também um posto militar e invadiu Qaraqosh, importante cidade cristã do país, da qual já fugiram mais de 100 mil habitantes.
Em razão do avanço rápido do grupo, que ameaça o governo iraquiano, Obama reuniu assessores para decidir o que fazer. Citando autoridades curdas, o jornal "New York Times" afirmou que bombardeios contra o grupo já teriam sido feitos pelos americanos. O Pentágono negou a informação, mas não descartou que aliados dos americanos, como forças turcas e iraquianas, tivessem lançado bombas no local.

AMEAÇA
Um funcionário do governo americano não identificado declarou à rede CNN que os EUA começaram a usar aviões para jogar mantimentos e remédios para um grupo minoritário curdo que está isolado em uma região montanhosa, os yazidi. Não houve confirmação oficial disso, no entanto.

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