São Paulo - Um grupo de homens armados seqüestrou ontem ao menos 30 pessoas em um edifício do Crescente Vermelho iraquiano em Wahda, no leste de Bagdá, informaram testemunhas e fontes do Ministério do Interior.
  Os seqüestradores, que vestiam uniforme militar e usavam veículos similares aos da polícia iraquiana, cercaram o edifício pouco antes do meio-dia.
  Após separar os homens das mulheres, os seqüestradores vendaram os olhos dos homens e ataram suas mãos antes de obrigá-los a entrar nos veículos. Segundo as fontes, a roupa usada pelos seqüestradores era semelhante à utilizada pela força de elite do Ministério do Interior.
  O seqüestro em massa se transformou, nos últimos meses, em algo freqüente no Iraque e várias autoridades o vinculam às ações de violência sectária no país.
  Dezenas de funcionários do Ministério da Educação foram seqüestrados em circunstâncias similares em outubro passado em Bagdá. Na quinta-feira, cerca de 50 pessoas, a maioria comerciantes, foram capturadas em um mercado automotivo no centro da capital.
  Ainda ontem a Polícia anunciou ter achado nas últimas 24 horas os cadáveres de 53 pessoas com marcas de tiros e sinais de tortura em diferentes bairros da capital.
Portas abertas- O primeiro-ministro iraquiano, Nouri al-Maliki, anunciou ontem que o Exército ‘‘abriu suas portas’’ para todos os antigos oficiais do Exército de Saddam Hussein, derrubado na invasão americana de 2003. A convocação foi feita durante uma reunião de reconciliação nacional com políticos xiitas, sunitas e curdos (os três principais grupos do país).
  Al-Maliki também acenou para antigos integrantes do partido de Saddam, o Baath, ‘‘que não tenham cometido crimes contra iraquianos’’. Ele defendeu a reconciliação como uma ‘‘rede de proteção contra a morte e a destruição’’.

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