Gaza - O grupo armado palestino Brigadas dos Mártires de Al Aqsa advertiu ontem os emissários dos Estados Unidos que pretendem viajar à região para que não visitem os territórios ocupados, pois poderão sofrer ''consequências indesejadas''.
Um comunicado com esta advertência sem precedentes desta organização, ligada ao movimento Fatah do presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Yasser Arafat, foi recebido pelo escritório da AFP em Gaza. O porta-voz da embaixada americana em Israel afirmou à AFP que esta ameaça estava sendo levada em consideração, mas acrescentou que os três enviados não pretendiam visitar os territórios.
''As Brigadas dos Mártires de Al Aqsa dirigem uma mensagem clara à delegação americana presidida por William Burns esperada nos territórios palestinos. Esta visita é totalmente rejeitada e terá consequências indesejadas para a injusta administração americana'', diz o comunicado. A delegação americana inclui o subsecretário de Estado para o Oriente Médio, William Burns, o conselheiro presidencial adjunto para a Segurança Nacional, Stephen Hadley, e o diretor para o Oriente Médio no Conselho de Segurança Nacional, Elliot Abrams.
A missão de três altos funcionários americanos partiu segunda-feira rumo a Bruxelas e Jerusalém vai visitar também Amã e Cairo, no âmbito dos esforços de paz no Oriente Médio. A missão inclui o secretário de estado adjunto para o Oriente Médio, William Burns, o conselheiro presidencial adjunto para segurança nacional, Stephen Hadley, e o diretor para o Oriente Médio no conselho de segurança nacional, Eliot Abrams. O departamento de Estado assinalou ontem que o secretário de estado Colin Powell tinha falado por telefone com o chefe da diplomacia jordaniana Marwan Moasher, principalmente do conflito israelense-palestino e sobre as reformas democráticas no mundo árabe. A escala em Bruxelas permitiu a Burns se reunir com os altos funcionários que se ocupam do conflito no Oriente Médio no seio do ''quarteto'' internacional (Estados Unidos, União Européia, Rússia, ONU) para ''coordenar'' posições antes do giro, precisou um diplomata europeu na capital belga.
Ramallah, Cisjordânia - Milhares de palestinos se manifestaram ontem por ocasião do Dia da Terra contra o muro de separação construído por Israel na Cisjordânia. As manifestações, algumas das quais foram dispersadas pelo exército com balas de borracha e gases lacrimogêneos, ocorreram na maioria das cidades da Cisjordânia que se encontram perto do muro. O Dia da Terra, marcado por uma greve geral nas localidades árabes de Israel, recorda a morte, em 30 de março de 1976, de seis árabes israelenses nas mãos do exército durante manifestações contra confiscos de terras.

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