O mais esquivo grupo terrorista europeu assumiu ontem a autoria do atentado que provocou a morte do adido militar britânico. O ato foi justificado pela atuação do diplomata nos ‘‘selvagens ataques aéreos’’ contra a Iugoslávia no ano passado. A declaração de 13 páginas do Novembro 17 também reivindicava a responsabilidade por uma série de ataques realizados no ano passado, dentre eles o feito à residência do embaixador da Alemanha e aos escritórios do partido socialista, atualmente no poder.
Dois homens numa motocicleta atiraram contra o carro com o qual o brigadeiro Stephen Saunders, 52 anos, se dirigia na manhã de anteontem para o trabalho. Ele morreu três horas e meia depois.
O comunicado do Novembro 17, que foi distribuído junto com o jornal Eleftherotypia, reflete a transformação do grupo, que possuía uma ideologia fortemente marxista e agora parece ter uma perspectiva mais nacionalista. A ação militar da OTAN contra a Iugoslávia foi contrária à opinião da maioria dos gregos, que se opuseram à intervenção da aliança na região por sentirem-se ligados aos cristãos ortodoxos sérvios.
‘‘Nós decidimos executar (Saunders) porque ele tomou parte no planejamento dos terríveis ataques aéreos à Iugoslávia’’, dizia o comunicado, que também denunciava a OTAN por ‘‘crimes no estilo nazista e o assassinato de milhares de pessoas desarmadas’’. Além disso, acusava as políticas adotadas pelos líderes britânicos, dentre elas as do primeiro-ministro Tony Blair, de ‘‘ultrapassar a ousadia e o cinismo até mesmo dos norte-americanos’’.

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