Um dos reféns do grupo rebelde filipino Abu Sayyaf, que era mantido com outras 20 pessoas numa floresta desde o sequestro num resort em abril, foi solto na manhã de ontem. O policial Abdul Jawan bin Sulawat é o segundo refém malaio solto pelos rebeldes. A libertação do refém ocorreu no momento em que três ministros do Exterior europeus estavam nas Filipinas para pedir ao governo que não usasse força para libertar os reféns.
Depois de sequestar diversos outros grupos de prisioneiros, os extremistas muçulmanos mantêm agora um total de 39 pessoas, dentre elas 21 estrangeiros, no sul das Filipinas. ‘‘É de extrema importância que não haja o uso de força’’, disse Joschka Fischer, ministro do Exterior alemão. Ele disse que estava satisfeito com as promessas do presidente Joseph Estrada e de outros oficiais do governo de que ‘‘a libertação de todos reféns será pacífica e, esperamos, rápida’’. ‘‘Ele sabe o que nós queremos’’, acrescentou o ministro francês Hubert Vedrine.
Os reféns são atualmente cinco franceses, quatro alemães, dois finlandeses, dois sul-africanos, um libanês, sete malaios e 18 filipinos. Acredita-se que todos, com exceção de um jornalista alemão, sejam mantidos pelo Abu Sayyaf, um grupo extremista muçulmano.
O ministro da Filândia, Erkki Tuomioja, divulgou uma carta escrita por um dos reféns, o finlandês Risto Vahanen. ‘‘Nossas condições psicológicas pioram a cada dia e não falta muito para que um de nós cometa suicídio’’, escreveu ele. ‘‘Por favor, façam o máximo para nos tirar, sem demora, dessas condições desumanas, de forma pacífica, sem o uso da força.’’
O negociador-chefe do governo filipino, Robert Aventajado, disse que os ministros do Exterior pareceram satisfeitos com as tentativas do governo filipino de resolver a crise, embora tenham expressado ‘‘um pouco de impaciência’’.

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