GRIPE SUÍNA OMS eleva alerta para risco de pandemia
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segunda-feira, 27 de abril de 2009
Agência Estado 
Genebra, Paris e Pequim- A Organização Mundial da Saúde (OMS) decidiu elevar ontem do grau 3 para o 4 o nível de alerta - que vai até 6 - para o risco de uma epidemia pandêmica de gripe suína. O nível 4 indica a transmissão do vírus de pessoa para pessoa, numa intensidade capaz de causar epidemia em pelo menos um país e aponta para um significativo aumento do risco de um surto global (quando há uma pandemia).
A OMS também adverte que uma vacina deve chegar ao mercado somente no fim do ano e orienta governos em todo o mundo a se prepararem para lidar com a crise. ''A pandemia ainda não é inevitável. Mas temos uma situação próxima disso'', afirmou Keiji Fukuda, vice-diretor da OMS. Mas, pressionada politicamente, a entidade evitou recomendar o fechamento de fronteiras no México ou nos EUA, ou sugerir a turistas que evitem as regiões.
No México, origem da contaminação, suspeita-se que a gripe suína já tenha causado 149 mortes - 20 dos casos já foram confirmados - e contaminado mais de 1.600 pessoas. O dado mais alarmante, porém, diz respeito à rápida proliferação da doença. Os EUA relatavam nesta segunda-feira 45 casos confirmados e o Canadá, 6. Portadores do vírus causador da doença - o H1N1 - foram isolados também na Espanha, Grã-Bretanha, Suécia, Alemanha, França, Noruega, Suíça, Dinamarca, Bélgica, Israel e Nova Zelândia.
Governos, empresas e a OMS montam um esquema de guerra para lidar com a ameaça de uma pandemia. Autoridades de países europeus vêm mantendo estoques de antivirais em depósitos militares. Diplomacias de todo o mundo negociam um esquema para garantir que amostras do vírus e eventuais vacinas sejam distribuídas a todos.
Países emergentes querem garantias de que as amostras dos vírus sejam compartilhadas com todos os governos. Essas nações se queixam de que a OMS exige que amostras de vírus, em qualquer parte do mundo, sejam entregues gratuitamente à entidade. A produção de vacinas nos países ricos é feita a partir dessas amostras e, então, as vacinas são vendidas aos países emergentes.
Os três primeiros casos de contaminação em países europeus são de turistas que viajaram recentemente para o México. Dois foram detectados na Escócia e um na Espanha.
O primeiro desses casos foi diagnosticado em Almansa, a 112 quilômetros de Valência, no leste da Espanha. O jovem de 23 anos, cuja identidade não foi revelada, havia retornado do México dia 22. No fim de semana, ele foi internado por apresentar dificuldades respiratórias e febre alta. O paciente não está em estado grave.
A confirmação de que o vírus H1N1 atravessou o Atlântico mobilizou a União Europeia. O presidente da Comissão Europeia, José Manuel Barroso, revelou que uma reunião extraordinária de ministros da Saúde dos 27 países será convocada nesta semana.


