Paris - O 43º Salão Internacional da Agricultura, que começou ontem e vai até 5 de março em Paris, será privado este ano de frangos, perus e galinhas, já que a exposição de aves vivas está proibida no país, devido à gripe aviária.
Um total de 1.153 expositores de mais de 30 países, entre eles Brasil, Peru, Colômbia, Equador e República Dominicana, mais de 3 mil animais e 650 mil visitantes participarão do evento neste final de semana, segundo os organizadores.
A indústria avícola será a grande ausência do salão, pois pela primeira vez não estarão presentes os patos, frangos e perus que divertiam as crianças que visitam a feira.
A abertura da exposição coincide com o surgimento dos primeiros casos de gripe aviária na França, em dois patos selvagens e em um peru criado numa granja. Por isso, o medo na França cresce, e as vendas no país maior exportador de carne de aves da Europa e terceiro maior do mundo caíram 30% em uma semana.
''Devido às medidas de precaução decretadas pela Comissão Européia para lutar contra a doença, fica proibida a exibição de aves vivas em feiras, mercados e exposições'', lembraram os organizadores.
Embora não haja aves no Salão, a indústria avícola, cujo volume de negócios anual ronda os 6 bilhões de euros, estará de alguma forma presente, pois para diminuir o medo da população, a exposição contará com uma oficina sobre o valor nutritivo dos ovos.
O Salão foi inaugurado ontem pelo presidente Jacques Chirac, acompanhado do ministro da Agricultura, Dominique Bussereau. Dirigentes políticos comparecerão ao evento, a pouco mais de um ano das eleições presidenciais francesas. Os setores agrícola e pecuário empregam 2,5 milhões de pessoas na França, mais do que a indústria mecânica ou automobilística.
Para compensar a ausência das aves, o evento deste ano se concentrará nas inovações tecnológicas, como os novos tratores, que não precisam ser dirigidos, ou satélites para aumentar o lucro com a produção de beterraba. Também haverá conferências sobre segurança sanitária, a expansão dos cultivos de soja, biocombustíveis e a indústria algodoeira africana frente os desafios da globalização.
Além de animais vivos, o Salão apresentará produtos da França e especialidades do mundo inteiro, bem como o trabalho dos ministérios da Agricultura, Câmaras de Comércio, associações de camponeses e pecuaristas, sindicatos rurais e indústrias de equipamentos agrícolas.

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