Greves na França afetam os transportes coletivos
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terça-feira, 04 de outubro de 2005
France Presse 
Paris - Milhares de pessoas protestaram ontem na França em resposta ao apelo dos sindicatos para defender o emprego e os salários, durante um dia de greve que perturbou muito os transportes.
Entre 350 mil e 850 mil pessoas, segundo as diferentes estimativas, desfilavam em dezenas de cidades da França. Os principais contingentes de grevistas eram formados pelos funcionários e pelo setor público, mas muitos empregados do setor privado também compareceram.
Apoiadas pela oposição de esquerda, as cinco confederações sindicais pretendiam transformar este dia em uma demonstração da insatisfação com a política do governo, que tomou uma série de medidas contestadas em nome da luta contra o desemprego.
Os sindicatos apostavam em uma mobilização superior a um milhão de pessoas. Em Paris, 150 mil pessoas participaram na manifestação, segundo uma estimativa dos sindicatos, que festejaram o ''sucesso'' deste dia nacional.
O primeiro-ministro da França, Dominique de Villepin, afirmou diante dos deputados que ouvia ''a mensagem'' dos franceses. ''Todo o governo está escutando'', sentenciou, declarando ouvir ''a impaciência e, às vezes, o desalento'' de alguns deles.
Na manhã de ontem, importantes perturbações foram registradas na rede de transportes públicos em todo o país. Nos aeroportos parisienses de Orly e de Roissy, os atrasos se acumularam e centenas de vôos foram cancelados devido à greve dos controladores aéreos. A greve também atingiu as redes públicas de metrô, trens suburbanos e trens.
Em Paris e na maior parte das outras grandes cidades da França, metade do serviço de metrôs e ônibus estava funcionando. No total, 19% dos funcionários públicos estavam em greve, de acordo com um levantamento do ministério da Função Pública realizado ontem.


