Greve termina depois de cinco dias
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segunda-feira, 08 de dezembro de 1997
Charly Wagman France Presse Jerusalém 
France PresseMilhares de passageiros tentam conseguir embarque depois que terminou a greve que paralisou IsraelDepois de cinco dias de movimentos trabalhistas que paralisaram o país, os responsáveis sindicais israelenses anunciaram ontem o final da greve geral da qual participaram sete mil trabalhadores. Horas antes, o governo israelense havia endurecido sua posição e ditado ordens de mobilização forçada contra parte dos funcionários do setor público vital e que se encontrava em greve, amparando-se na legislação do estado de emergência.
O governo não recorria a isso desde 1993. Essas disposições de exceção foram herdadas do mandato britânico na Palestina e estão em vigor desde a criação do Estado de Israel, em 1948.
O chefe da central sindical israelense Histadrut, Amir Peretz, anunciou que um compromisso sobre as aposentadorias, principal motivo da greve, havia sido obtido junto ao ministro das Finanças, Yaakov Neeman. Chegamos a um compromisso com o Tesouro sobre os fundos de pensão no funcionalismo público, anunciou Peretz.
Neeman indicou numa coletiva de imprensa, em Jerusalém, que o compromisso havia sido praticamente alcançado na madrugada de ontem e que a greve era totalmente supérflua. É uma pena. Poderíamos ter evitado o bloqueio dos portos, os sofrimentos e as perdas comerciais enormes porque o diálogo teria permitido que chegássemos a um acordo, prosseguiu.
Neeman indignou-se, no entanto, com o preço exorbitante das aposentadorias do funcionalismo público, que tornará necessário a dedução dos orçamentos ligados ao social e à segurança.


