O Paraguai iniciou ontem, 24 horas depois do assassinato do vice-presidente Luís Maria Argaña, um dia de luto, tensão política e greve em meio ao isolamento gerado pelo fechamento de suas fronteiras, vigente desde a véspera. O país continua geograficamente isolado pelo fechamento de fronteiras, determinado pelo Poder Executivo para evitar que os assassinos abandonassem o território. Por isso, o aeroporto de Assunção também continua fechado e os pontos fronteiriços bloqueados.
Neste contexto, Assunção é cenário de efervescência política em suas ruas e praças em um dia em que a greve geral convocada pela Central Única de Trabalhadores (CUT) deu ao país um feriado virtual. As atividades comerciais, bancárias e financeiras, assim como os cruciais serviços de saúde, funcionavam em sua mínima expressão, enquanto os empresários temem que o prolongamento da situação de tensão política acentue a queda. Como um elemento ainda mais convulsivo, os camponeses que chegaram terça-feira de manhã a Assunção para pedir o perdão de suas dívidas e o reativamento da atividade econômica permanecem na área central da capital paraguaia.Pela greveDirigentes sindicais percorrem a capital paraguaia estimulando a greveLeonardo Vargas
France Presse

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