Paris- Os transportes foram os mais prejudicados ontem na França por uma nova greve convocada contra a reforma do sistema de aposentadorias especiais, mas tanto os sindicatos como o governo fizeram concessões para tentar resolver a crise.
Depois de um precedente movimento em outubro contra esta reforma que suscitou uma mobilização recorde, os diferentes protagonistas pareciam querer evitar um conflito longo e complicado como o ocorrido em 1995, quando os transportes públicos ficaram paralisados durante três semanas.
Ontem, somente 20% a 25% dos trens circulavam na rede ferroviária nacional. O tráfego era superior ao registrado no dia 18 de outubro, quando apenas 5% a 10% dos trens estavam funcionando.
De acordo com a diretoria da SNCF, a greve, que contava com o apoio de sete dos oito sindicatos, era observada por 61,5% dos motoristas de trem, contra 73,5% em outubro.
Ao contrário, o tráfego dos Eurostar (Paris-Londres) e dos Thalys (Paris-Bruxelas, Paris-Amsterdã e Paris-Colônia) está quase normal, apesar de alguns atrasos. Em Paris, um metrô em cada cinco estava funcionando, assim como 15% dos ônibus.
No setor da energia, a greve estava ''muito forte'', segundo a Confederação Geral dos Trabalhadores (CGT). No entanto, a diretoria da EDF, a estatal francesa de eletricidade, também considerou o movimento mais fraco que o de 18 de outubro.
Importantes perturbações são esperadas hoje, apesar da vontade de negociar ostentada tanto pelos sindicatos como pelo poder. O secretário-geral da presidência, Claude Guéant, anunciou que o poder aceitou ''negociações por empresas nas quais o estado será representado'', como havia sugerido terça-feira a CGT, o maior sindicato da França.

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